segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
poetango
rasgo o papel do cotidiano
e escrevo
onde a cada
mordida
adestro o osso duro da realidade
cuja ira
arrebata a minha condição
(arranco piazólico dos meus dias)
domingo, 28 de março de 2010
reengenharia
encenar a peça
é fazer a engrenagem
da vida rodar
uma mecânica
cuja platéia são máquinas
que movimentam os dias
no palco do cotidiano
domingo, 21 de março de 2010
poeta
enterrado nessa tarde
sigo pulverizando-me de um pó ético
antes que nunca
de cinzas
espalhem-me pela fuligem da minha história
escrevo a moda antiga
exumando eus do buraco cotidiano
fósseis do ofício
na cova viva dos versos
um agora pró
épico
autópsia autobiográfica de uma pré
época
escrita no cortejo dessa tarde
poética
domingo, 14 de março de 2010
Intangível 2
a vida é um mar de náufragos
fardos fa-dados de incertezas
ancoradas no porto do pensamento
fardos fa-dados de incertezas
ancoradas no porto do pensamento
poema
pulo a cerca
dos sentidos
escrevo a trepado
feito abelhas em flor
ao a verso
minhas tripas
redobram me em sígnos
extravio
o néctar travestido
de sentido
e falo a glande vagina
concepção
de parir versos
e
ja
cu
lados
no útero da grande colméia
semântica
dos sentidos
escrevo a trepado
feito abelhas em flor
ao a verso
minhas tripas
redobram me em sígnos
extravio
o néctar travestido
de sentido
e falo a glande vagina
concepção
de parir versos
e
ja
cu
lados
no útero da grande colméia
semântica
sexta-feira, 12 de março de 2010
cotidiano
saio da cama
caio no mundo
pela porta do fundo
não há horizonte
só improvisos aos montes
sigo no muro em cima
do jogo de cartas na cara
ando sob uma estrada
feita à mão
onde meus passos
são mapas
cujas pegadas a história me pisa
caio no mundo
pela porta do fundo
não há horizonte
só improvisos aos montes
sigo no muro em cima
do jogo de cartas na cara
ando sob uma estrada
feita à mão
onde meus passos
são mapas
cujas pegadas a história me pisa
Livro: Nervura dos signos
(condenado a existir)
é a minha única certeza
pleiteio palavras
incubando versos
sobre o DNA da existência
vivo
entre cada agora
conjugado no litígio da minha presença
ser aqui
um mundo pendurado na parede das horas
decorando a sala de estar
num quarto de mim
é a minha única certeza
pleiteio palavras
incubando versos
sobre o DNA da existência
vivo
entre cada agora
conjugado no litígio da minha presença
ser aqui
um mundo pendurado na parede das horas
decorando a sala de estar
num quarto de mim
Livro: Nervura dos signos
sou assim métrico
baião de dois
em dois igual a
condição de endógeno
escrivão das ocorrências recorridas
um cartório anônimo
onde registro os meus dias
no solo dessa escritura
e o universo penhorado a um só lance de palavras
baião de dois
em dois igual a
condição de endógeno
escrivão das ocorrências recorridas
um cartório anônimo
onde registro os meus dias
no solo dessa escritura
e o universo penhorado a um só lance de palavras
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