encenar a peça
é fazer a engrenagem
da vida rodar
uma mecânica
cuja platéia são máquinas
que movimentam os dias
no palco do cotidiano
encenar a peça
é fazer a engrenagem
da vida rodar
uma mecânica
cuja platéia são máquinas
que movimentam os dias
no palco do cotidiano
enterrado nessa tarde
sigo pulverizando-me de um pó ético
antes que nunca
de cinzas
espalhem-me pela fuligem da minha história
escrevo a moda antiga
exumando eus do buraco cotidiano
fósseis do ofício
na cova viva dos versos
um agora pró
épico
autópsia autobiográfica de uma pré
época
escrita no cortejo dessa tarde
poética