domingo, 27 de março de 2011

quadrante

fora dessa janela
vive o mundo
enquadrado de solidão

atrás do meu corpo
abro a porta do céu

uma legião de janelas tagarelas

olhando pela janela
minha vida treme

derrubo o céu
e quebro o mundo
no solo da minha queda

dentro dos meus olhos
fecho as certezas
e liberto sonhos
das celas da minha mente

domingo, 20 de março de 2011

com os olhos inun
dados de signos
mergulho entre
enchentes de sentidos

uma janela
boiando sobre a vista
cujo colete
nada
superfície de versos